ASSOBRAFIR Ciência
https://assobrafirciencia.org/article/doi/10.47066/2177-9333.AC.2022.0049
ASSOBRAFIR Ciência
Artigo Científico Original

Prevalência de lesão de septo nasal em recém-nascidos prematuros por uso de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) em uma unidade de terapia intensiva neonatal

Thalia Maria Duarte Azevedo, Lucas Lima de Morais, Iana Beatriz Castro Batista

Downloads: 4
Views: 186

Resumo

Introdução: O uso prolongado da interface do tipo pronga nasal pode implicar em maior pressão exercida nas vias aéreas resultando em elevação do risco de lesão de septo nasal no recém-nascido prematuro, comprometendo a integridade cutânea da pele nasal durante a terapêutica. Objetivo: Investigar a prevalência de lesão de septo nasal em recém-nascidos prematuros submetidos ao suporte ventilatório CPAP na UTIN de um hospital de referência na cidade de Manaus, Amazonas. Métodos: Estudo observacional, transversal, retrospectivo, de caráter descritivo, com abordagem quantitativa. A amostra foi de forma não probabilística intencional constituída pelo universo de prontuários referentes aos neonatos admitidos na UTIN no período de janeiro a dezembro de 2019. Resultados: 22 prontuários de RNs prematuros foram incluídos, 12 tinham entre 32 a 37 semanas, 18 eram do sexo masculino e 11 baixo peso ao nascer. A prevalência de lesão de septo nos recém-nascidos que utilizaram CPAP com interface do tipo pronga nasal foi de 9,09% e o tempo médio de uso do suporte ventilatório de 3 dias. A taxa de mortalidade dentre os pacientes submetidos ao suporte ventilatório CPAP foi de 4,55%, diferindo em relação ao número de pacientes que receberam alta hospitalar os quais representaram 77,27% da amostra. Conclusão: o estudo apontou baixa prevalência de lesão de septo nasal em RNs prematuros por uso de CPAP nasal.

Palavras-chave

Prematuridade; Recém-Nascido Prematuro; Perfuração do Septo Nasal; Ventilação não Invasiva; Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas.

Referências

1. WHO: World Health Organization. Survive and thrive: transforming care for every small and sick newborn [Internet]. Geneva: WHO; 2019 [citado em 2021 Set 13]. Disponível em: https://apps.who.int/iris/bitstream/hand le/10665/326495/9789241515887-eng.pdf?ua=1.

2. SINASC: Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos. Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2021 [citado em 2021 Set 13]. Disponível em: http://svs.aids.gov.br/dantps/centrais-de-conteudos/paineis-de-monitoramento/natalidade/ nascidos-vivos/

3. Guimarães AGM. Influência da dor neonatal e as variáveis fisiológicas mediante as condutas fisioterapêuticas em prematuros com síndrome do desconforto respiratório na unidade de terapia intensiva [tese]. São Paulo: Programa de Pós-graduação em Ciências da Reabilitação, Universidade Nove de Julho; 2018.

4. Roberts CT, Davis PG, Owen LS. Neonatal non-invasive respiratory support: synchronized NIPPV, non-synchronised NIPPV or bi-level CPAP: what is the evidence in 2013? Neonatology. 2013;104(3):203-9. http://dx.doi. org/10.1159/000353448. PMid:23989138.

5. Resende CB, Ribeiro SNS. Ventilação não invasiva: ventilação com pressão positiva intermitente nasal versus pressão positiva contínua nasal. In: Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva; Martins JA, Nicolau CM, Andrade LB, organizadores. PROFISIO Programa de Atualização em Fisioterapia Pediátrica e Neonatal: Cardiorrespiratória e Terapia Intensiva: Ciclo 4. Porto Alegre: Artmed Panamericana; 2015. p. 129-45. (Sistema de Educação em Saúde Continuada a Distância, v. 1).

6. Günlemez A, Isken T, Gökalp AS, Türker G, Arisoy EA. Effect of silicon gel sheeting in nasal injury associated with nasal CPAP in preterm infants. Indian Pediatr. 2010;47(3):265-7. http:// dx.doi.org/10.1007/s13312-010-0047-9. PMid:19430064.

7. Ferraz LCC, Guedes BLS, Lúcio IML, Santos RCS. Desenvolvimento de protetor nasal anatômico para recém-nascidos em uso de pronga. Rev Esc Enferm USP. 2020;54:e03618.

8. Sousa NFC, Bonfim SFSF, Vasconcelos MGL, Bezerra JLO, Silva DVC, Leal LP. Prevalência de lesão do septo nasal em prematuros no uso de prongas nasais. Rev Esc Enferm USP. 2013;47(6):1285-90. http://dx.doi.org/10.1590/S0080- 623420130000600005. PMid:24626352.

9. Bonfim SFSF, Bezerra SMMS, Vasconcelos MGL, Leal LP. Prevenção de lesão de septo nasal em neonatos pré-termo: revisão integrativa da literatura. Rev Eletr Enferm. 2014;16(2):443-52. http://dx.doi.org/10.5216/ree.v16i2.21350.

10. Fischer C, Bertelle V, Hohlfeld J, Forcada-Guex M, Stadelmann- Diaw C, Tolsa JF. Nasal trauma due to continuous positive airway pressure in neonates. Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed. 2010 Nov;95(6):F447-51. http://dx.doi.org/10.1136/ adc.2009.179416. PMid:20584802.

11. Naha N, Pournami F, Prabhakar J, Jain N. Nasal injury with continuous positive airway pressure: need for “privileging” nursing staff. Indian J Pediatr. 2019 Jul;86(7):595-8. http:// dx.doi.org/10.1007/s12098-019-02960-1. PMid:31020593.

12. Ota NT, Davidson J, Guinsburg R. Early nasal injury resulting from the use of nasal prongs in preterm infants with very low birth weight: a pilot study. Rev Bras Ter Intensiva. 2013 Jul-Set;25(3):245-50. http://dx.doi.org/10.5935/0103- 507X.20130042. PMid:24213089.

13. Sheikh M, Bhat A, Akhthar R, Wani M, Wani T. Nasal trauma in neonates receiving CPAP and its prevention in tertiary care hospital. JMS. 2017;20(2):96-100.

14. Fischer C, Bertelle V, Hohlfeld J, Forcada-Guex M, Stadelmann- Diaw C, Tolsa JF. Nasal trauma due to continuous positive airway pressure in neonates. Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed. 2010 Nov;95(6):F447-51. http://dx.doi.org/10.1136/ adc.2009.179416. PMid:20584802.

15. Manley BJ, Arnolda GRB, Wright IMR, Owen LS, Foster JP, Huang L, et al. HUNTER trial investigators. nasal high-flow therapy for newborn infants in special care nurseries. N Engl J Med. 2019;380(21):2031-40. http://dx.doi.org/10.1056/ NEJMoa1812077. PMid:31116919.

16. Pechepiura E, Freire M, Martins K, Pinto M, Moraes S. Caracterização ao nascimento e nutricional dos prematuros em unidade intensiva de um hospital público. Rev Saúde Pública do Paraná. 2021;4(1):48-4. http://dx.doi. org/10.32811/25954482-2021v4n1p48.

17. Carvalho RL, Lavor MFH. Icterícia neonatal e seus fatores perinatais associados: perfil dos recém-nascidos internados em uma unidade de terapia intensiva neonatal de maternidade de referência terciária no município de Fortaleza-Ceará. Rev Med UFC. 2020;60(2):11-7. http:// dx.doi.org/10.20513/2447-6595.2020v60n2p11-17.

18. Gomes T, Reis J, Gomes W. Prevalência de lesão de septo nasal em recém-nascidos assistidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um hospital do Município de Caratinga-MG. Rev Ciências, 2017;8(2):41-57.

19. Lima SS, Silva SM, Avila PES, Nicolau MV, Neves PFM. Aspectos clínicos de recém-nascidos admitidos em Unidade de Terapia Intensiva de hospital de referência da Região Norte do Brasil. ABCS Health Sci. 2015;40(2):62-8. http:// dx.doi.org/10.7322/abcshs.v40i2.732.


Submetido em:
13/09/2021

Aceito em:
10/05/2022

62a76878a953955fe83a2ea4 assobrafir Articles
Links & Downloads

ASSOBRAFIR Ciência

Share this page
Page Sections