ASSOBRAFIR Ciência
https://assobrafirciencia.org/article/5ef0fb8d0e88258c1bc092e1
ASSOBRAFIR Ciência
Artigo Original

Atuação do fisioterapeuta em urgência e emergência: uma análise de condutas em uma unidade de pronto atendimento

The Role of the Physiotherapist in urgency and emergency: analysis of procedures in a health care unit

Frederico da Silva Alves, Roberta Gomes de Carvalho, Caroline Moreno de Azevedo, Flavio Boechat Oliveira

Downloads: 32
Views: 1019

Resumo

Introdução: A expansão da fisioterapia e o aperfeiçoamento do profissional fisioterapeuta abriram novas fronteiras e desafios de trabalho. A atuação da fisioterapia em urgência e emergência é um caminho novo a percorrer e muito se tem a conquistar. O objetivo deste trabalho foi analisar as principais condutas do fisioterapeuta em uma unidade de Urgência e Emergência. Metodologia: Estudo observacional, descritivo e de caráter retrospectivo realizado na Unidade de Pronto Atendimento de Cabo Frio dos registros dos pacientes atendidos pela equipe de fisioterapia. As informações consideradas foram: idade, gênero, motivo de internação e intervenção realizada. Os dados foram tabulados e analisados, utilizando a estatística descritiva. Resultados. 254 pacientes, 132 (51,97%) homens e 122 (48,03%) mulheres foram atendidos no período analisado. A média geral de idade foi de 56,05 anos. Houve predomínio de patologias do sistema cardiovascular com 40% do total de motivos de atendimento. Patologias cerebrovasculares com 20% e pelas patologias pulmonares com 18%. As condutas fisioterapêuticas realizadas mais frequentes foram oxigenoterapia (69,68%), vigilância e monitorização ventilatória (60,23%), posicionamento no leito (40,94%) e higiene brônquica (18,50%). As condutas menos frequentes foram ventilação não invasiva (5,51%), cinesioterapia global (6,69%) e auxílio em ressuscitação cardiopulmonar (9,84%). Conclusão: Ao analisar a atuação do fisioterapeuta, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h), foi possível identificar a importância da presença do fisioterapeuta nesse ambiente de urgência e emergência

Palavras-chave

Fisioterapia; Terapia Intensiva; Assistência Ambulatorial; Emergências.

Abstract

Introduction: the expansion of the physiotherapy and the improvement of the professional physiotherapist have opened new frontiers and work challenges. The role of physiotherapy in urgency and emergency is a new field to the physiotherapist and has great potential to be expanded. The objective of this work is to analyze the main conducts of the physiotherapist in a unit of urgency and emergency, and to describe the importance of this professional in the emergency room. Methodology: the was a observational, descriptive and retrospective study held in the emergency services unit of Cabo Frio. The information considered were: age, gender, reason for hospitalization and intervention carried out by the physiotherapy team. The data analyzed using descriptive statistics. Results. 254 patients, 132 (51,97%) men and 122 (48,03%) women were attended in the period. The overall mean age was 56,05 years, ranging from 1 to 97 years. There was a predominance of pathologies of the cardiovascular system with 40% of the total reasons of care. Cerebrovascular diseases were the most prevalent accounting for 20% of total, followed by pathologies of the lungs with 18% of total. Therapies performed were oxygen therapy, noninvasive ventilation, position in bed, therapeutic exercises, respiratory therapy, airway clearance techniques, mechanical ventilation monitoring, assistance in cardiopulmonary resuscitation, assistance during orotracheal intubation. Oxygen therapy (69,68%) was the most prevalent therapy folowed by mechanical ventilation monitoring (60,23%), position in bed (40,94%) airway clearance techniques (18,50%), non-invasive ventilation (5,51%), therapeutic exercises (6,69%) and assistance during cardiopulmonary resuscitation (9,84%).To analyze the role of the physiotherapist in an emergency service unit, it was possible to identify that the same has a fundamental importance, becoming indispensable and relevant in respect of the work in urgency and emergency. It was detected a low incidence of deaths in relation to all consultations carried out by physiotherapy, showing a relation with their participation with a considerable discharge from the hospital and its effectiveness of operation.

Keywords

Physiotherapy; Critical care; Ambulatory care; Emergencies

Referências

1. Paci M, Cigna C, Baccini M, Rinaldi LA. Types of article published in physiotherapy journals: a quantitative analysis. Physiother Res Int. 2009Dec;14(4):203-12.

2. Barros FBM. Autonomia profissional do fisioterapeuta ao longo da história. Rev FisioBrasil. 2003;59: 20-31.

3. Braz PRP, Martins JOSOL, Vieira Júnior G. Atuação do fisioterapeuta nas unidades de terapia intensiva da cidade de Anápolis. Anuário da Produção Acadêmica Docente. 2009;03(4):119-29.

4. Taquary SAS, Ataíde DS, Vitorino PVO. Clinical profile and Physiotherapy’s role in patients treated at the pediatric emergency of a public hospital in Goiás , Brazil. Fisioter Pesqui. 2013 Sep;20(3):262-7.

5. Conselho Federal de Medicina. Resolução n° 1451/95, artigo 1°, 1995.

6. Nóbrega KCC, Pereira JVM, Costa DS. Intervenção fisioterapêutica em casos de pacientes admitidos por trauma torácico: um estudo retrospectivo. Estação Científica (UNIFAP). 2012 Jan-Jun;2(1):43-54.

7. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Resolução 402, artigos 3° e 4°, 2001.

8. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n° 342, 2013.

9. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n° 1.799, 2009.

10. Caldeira T, Santos G, Pontes E, Dourado R, Rodrigues L. The daily life of a paediatric emergency department. Acta Pediatr Port. 2006;1(37):1-4.

11. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem – princípios e diretrizes. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2008.

12. Ogawa KYL, Diniz JS, Frigeri LB, Ferreira CAS. Physiotherapeutic intervention in cardiorespiratory emergencies Intervención fisioterapéutica en emergencias cardiorrespiratorias. O Mundo da Saúde (São Paulo). 2009;33(4):457-66.

13. Arruda GO, Molena-Fernandes CA, Mathias TAF, Marcon SS. Morbidade hospitalar em município de médio porte: diferenciais entre homens e mulheres. Rev Latino-Am Enferm. 2014 Jan-Fev;22(1):1-9.

14. Santos MAS, Oliveira MM, Andrade SSCA, Nunes ML, Malta DC, Moura L. Non-communicable hospital morbidity trends in Brazil, 2002-2012Non-communicable chronic disease hospital morbidity trends in Brazil, 2002-2012. Epidemiol Serv Saúde. 2015;24(3):389-98.

15. Stipp MAC, Souza AA, Santos RS. Cardiovascular diseases and their risk factors – an analysis on the theme. Braz J Nurs (Internet). 2008 Jan.;7(spe). Available from: http://www.objnursing.uff.br/index. php/nursing/article/view/j.1676-4285.2008.1229/286.

16. Simão M, Nogueira MS, Hayashida M, Cesarino EJ. Doenças cardiovasculares: perfil de trabalhadores do sexo masculino de uma destilaria do interior paulista. Rev Eletrôn Enferm [Internet]. 2002;4(2):27-35. Available from: https://doi.org/10.5216/ree.v4i2.759

17. Hilgenberg FE, Santos ASAC, Silveira EA, Cominetti C. Cardiovascular risk factors and food consumption of cadets from the Brazilian Air Force Academy. Ciênc Saúde Coletiva [online]. 2016;21(4):1165-74. Available from: https://doi.org/10.1590/1413-81232015214.15432015.

18. Regenga MM, Guimarães HP, Laranjeira LN, Corrêa D. Guia de Urgência e Emergência para Fisioterapia. Rio de Janeiro: Atheneu; 2012.

19. Carvalho CRR, Albuquerque A, Barbas CSV Jardim C, Borges E, Leite E, Fernandes F LA, Schettino GPP, Amato MBP, Caruso P. Unidade de Terapia Intensiva-Respiratória, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP-SP). Monitorização Ventilatória. Rotinas em Medicina Intensiva Adulto, Associação de Medicina Intensiva Brasileira. [São Paulo]; 2003. 177 p.

20. Thomas PJ, Paratz JD, Lipman J, Stanton WR. Lateral positioning of ventilated intensive care patients: A study of oxygenation, respiratory mechanics, hemodynamics, and adverse events. Heart Lung. 2007 Jul-Aug;36(4):277-86.

21. Luz SR, Lopacinski AC, Fraga R, Urban CA. Pressure ulcers. Geriatr Gerontol Aging. 2010;4(1):36-43.

22. Paiva KCA, Beppu OS. Prone position. J Bras Pneumol. 2005 Jul-Aug;31(4):332-40.

23. Gosselink R, Bott J, Johnson M, Dean E, Nava S, Norrenberg M, et al. Physiotherapy for adult patients with critical illness: recommendations of the European Respiratory Society and European Society of Intensive Care Medicine Task Force on Physiotherapy for Critically Ill Patients. Intensive Care Med. 2008 Jul;34(7):1188-99.

24. Winkelman C, Higgins PA, Chen YJ. Activity in the chronically critically ill. Dimens Crit Care Nurs. 2005 Nov-Dec;24(6):281-90.

25. França EÉT, Ferrari F, Fernandes P, Cavalcanti R, Duarte A, Martinez BP, et al. Physical therapy in critically ill adult patients: recommendations from the Brazilian Association of Intensive Care Medicine Department of Physical Therapy. Rev Bras Ter Intensiva. 2012 Jan-Mar;24(1):6-22.

26. ASSOBRAFIR; Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva – Atuação do Fisioterapeuta na Unidade de Terapia Intensiva; 2008.

27. Schettino, GPP, Coord.. III Consenso brasileiro de ventilação mecânica: Ventilação não invasiva com pressão positiva. J Bras Pneumol. 2007;33(Supl 2):S92-S105.

28. Gonçalves, A. C. S. Clinical profile of patients treated by physical therapy service in urgency and emergency care unit of a public hospital of Minas Gerais. ASSOBRAFIR Ciência [Internet]. 2014 Dec;5(3):55-62. Available from: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/rebrafis/article/view/18166/15576

29. Piccoli A, Werle RW, Kutchak F, Rieder MM. Indications for the Physiotherapist Insertion in an Emergency Unit. ASSOBRAFIR Ciência [Internet]. 2013 Apr;4(1):33-41. Available from: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/rebrafis/article/download/13412/12758

5ef0fb8d0e88258c1bc092e1 assobrafir Articles
Links & Downloads

ASSOBRAFIR Ciência

Share this page
Page Sections