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Artigo Original

Indicações para Inserção do Profissional Fisioterapeuta em uma Unidade de Emergência

Indications for the Physiotherapist Insertion in an Emergency Unit

Roberta Weber Werle, Fernanda Kutchak, Alana Piccoli, Marcelo de Mello Rieder

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Resumo

Introdução: O Fisioterapeuta, nas equipes das unidades de emergência, pode reestruturar o modelo de cuidado integral, favorecendo os atendimentos e tratamentos precoces de doenças. Objetivos: Avaliar as indicações para a inserção do Fisioterapeuta na emergência de um hospital público na cidade de Porto Alegre, RS. Método: Tratou-se de um estudo descritivo prospectivo, realizado em uma unidade de emergência. A amostra foi composta por pacientes críticos/potencialmente críticos admitidos na emergência, no período de maio a novembro de 2011. A coleta de dados foi realizada mediante a utilização de dados disponíveis no prontuário. Resultados: A amostra foi composta por 570 pacientes, 297(52,2%) do gênero feminino com média de idade de 63 (±17) anos. Foi realizada internação na sala vermelha (urgência absoluta) e sala laranja (muito urgente) na admissão na emergência, respectivamente, 189(33,1%) e 381(66,8%) pacientes. Os diagnósticos cardiorrespiratórios foram encontrados em 311 (54,7%) pacientes. Necessitaram de oxigenioterapia, 174 (45,6%) pacientes da sala laranja e 49(25,9%) da sala vermelha. Ventilação mecânica invasiva foi realizada em 103(98%) pacientes da sala vermelha. A média de permanência dos pacientes nas salas laranja e vermelha foi de 5 dias, sendo que 247(65%) pacientes da sala laranja evoluíram com alta da emergência e 66(35%) pacientes da sala vermelha evoluíram para a unidade de terapia intensiva. Conclusão: A necessidade do Fisioterapeuta na unidade de emergência é justificada, devido ao grande número de pacientes possuírem diagnóstico cardiorrespiratório, necessitarem de oxigenioterapia, ventilação mecânica e permanecerem longo período na emergência. A inserção junto à equipe pode favorecer os atendimentos e tratamentos precoces das patologias, diminuindo, assim, o risco de piora na evolução do quadro clínico

Palavras-chave

Medicina de emergência; Serviço hospitalar de fisioterapia; Pneumopatias; Unidade de Terapia Intensiva; Respiração artificial.

Abstract

Introduction: The Physiotherapist in teams of emergency units can restructure the model of integrated care favoring care and early treatment of disease. Objectives: To evaluate the indications for the Physiotherapist insertion in the emergence of a public hospital in the city of Porto Alegre, RS. Methods: This was a prospective descriptive study conducted in an emergency unit. The sample consisted of critical and potentially critical patients, who were admitted to the emergency, from May to November 2011. Data collection was performed using available data from medical records. Results: The sample comprised 570 patients, 297 (52.2%) were female with a mean age of 63 (± 17) years old. Hospitalization was conducted in the red room (extreme urgency) and orange room (very urgent) at admission to the emergency, 189 (33.1%) and 381 (66.8%) patients, respectively. The cardiorespiratory diagnoses were found in 311 (54,7%) patients. Oxygen therapy was required in 174 (45.6%) patients from orange room and 49 (25.9%) from red room. Invasive mechanical ventilation was performed in 103 (98%) patients from red room. The average length of stay of patients from both orange and red room was 5 days, and 247 (65%) patients progressed to medical discharge from emergency orange room and 66 (35%) patients progressed from red room to the intensive care unit. Conclusion: The need of the Physiotherapist in the emergency department is warranted due to the large number of patients with cardiopulmonary diagnoses, requiring mechanical ventilation, oxygen therapy and longer emergency stay. The integration with the team can promote care and early treatment of the diseases, decreasing the risk of worsening the progression of the disease.

Keywords

Emergency Medicine; Hospital Physical Therapy Department; Lung diseases; Intensive Care Units; Respiration artificial.

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