ASSOBRAFIR Ciência
https://assobrafirciencia.org/article/5ddfcc430e88251a094ce1d5
ASSOBRAFIR Ciência
Artigo Original

O peak flow expiratório em mulheres fumantes e não fumantes e suas medidas de confiabilidade

The expiratory peak flow in smokers and non smokers women and the reliability of the measures

Jaqueline de Ávila Silva, Mayara Renata Fonseca, Marco Aurélio Veiga de Melo, Patricia Maria de Melo

Downloads: 0
Views: 315

Resumo

Introdução: Na avaliação da função pulmonar, medições de valores espirométricos permitem observar o volume expiratório forçado (PFE), através do equipamento Peak Flow. O tabagismo pode levar à diminuição do PFE, por causar alterações no calibre dos brônquios. Objetivo: Verificar a confiabilidade da medida do equipamento Peak Flow expiratório e as diferenças entre a média ou o maior valor dos três valores obtidos, com a aplicação do Peak Flow em indivíduos fumantes (GF) e em não fumantes (GNF). Métodos: O presente estudo contou com uma amostra de 60 mulheres, com idade entre 20 e 45 anos (28,53 ± 7,45 anos), dividida em dois grupos GF e GNF. As voluntárias realizaram exercícios de fluxo expiratório, através do equipamento Peak Flow. Foram realizadas três visitas, que serviram para a explicação detalhada das finalidades, procedimentos do estudo, familiarização com o equipamento e a obtenção dos valores em questão. Resultados: Houve diferença significativa (P=0,009) entre os valores dos dois grupos (257,3 ± 82,01 ml vs. 306,7 ± 60,0 ml). O índice de confiabilidade da medida do equipamento Peak flow foi para GF (R= 0,88), e para GNF (R= 0,86). Não houve diferença significativa na comparação entre a média dos três valores com o maior valor no GNF. Conclusão: Em indivíduos fumantes, o PEF encontrou-se significativamente menor, com relação aos não fumantes, e a confiabilidade da medida apresentou valores significativos em ambos os grupos. Para o valor de média ou maior valor de três medidas utilizadas, não houve diferenças significativas; portanto, os pesquisadores, quando utilizarem o Peak flow, poderão optar pelo tipo do registro dos valores.

Palavras-chave

Espirometria; Tabagismo; Pico de Fluxo Expiratório.

Abstract

Introduction: In the evaluation of lung function, measurements of spirometric values allow us to observe the forced expiratory volume (PEF) by Peak Flow equipment. Smoking can lead to a decreased expiratory volume by causing changes in the caliber of the bronchi. Objective: To verify the measurement reliability of expiratory Peak Flow equipment and the differences between the average or the highest of 03 values obtained with the application of peak flow in smokers and in nonsmokers. Methods: This research included a sample of 60 women, aged between 20 and 45 years (28.53 ± 7.45 years) divided into two groups: smokers and nonsmokers. The volunteers performed expiratory flow exercises through the Peak Flow equipment. There were three visits, which served for a detailed explanation of the objectives, study procedures, familiarization with the equipment and to obtain the values in question. Results: There were significant differences (P = 0.009) between the values of the two groups (257.3 ± 82.01 ml vs. 306.7 ± 60.0 ml). The reliability index measuring the Peak flow equipment was R = 0.88 for smokers and R = 0.86 for nonsmokers. No significant difference was found between the 03 mean values and the highest value in the nonsmokers group. Conclusion: In smokers, the Peak Expiratory Rate was significantly lower compared to non-smokers, and the reliability of the measure showed significant values in both groups. Concerning the average or the greater value of 03 measures, there were no significant differences; therefore, the researchers, while using the Peak flow, may opt for the type of recorded values

Keywords

Spirometry; Tobacco; Peak Expiratory Rate.

Referências

1. Restrepo RD, Wettstein R, Wittnebel L, Tracy M. Incentive spirometry: 2011. Respir Care. 2011 Oct;56(10):1600-4.

2. da Silva RCD, Sologuren MJJ, Macedo AV, Pereira FS, Mayer AF. Broncoespasmo induzido pelo exercício em adolescentes asmáticos e não asmáticos. Movimento & Saúde. 2013 Mar-Abr;5(1):1-6.

3. Munhoz GM, Mazotti M, dos Santos AL, Gimenes C, Manzano RM. Avaliação da função pulmonar e expansibilidade torácica em atletas de futsal. Movimento & Saúde. 2012 Set-Out;4(20):1-5.

4. Ripka WL, Ulbricht L, Neves EB, Gewehr PM. 2D and 3D Photogrammetric models for respiratory analysis in adolescents. In: Roa Romero LM. XIII Mediterranean conference on medical and biological engineering and computing 2013. Berlin: Springer; 2014. p. 1063-6.

5. Patel MS, Hart N, Polkey MI. CrossTalk proposal: Training the respiratory muscles does not improve exercise tolerance. J Physiol. 2012 Aug 1;590(Pt 15):3393-5.

6. Takara GN, Ruas G, Pessoa BV, Jamami LK, Di Lorenzo VA, Jamami M. Comparison of five portable peak flow meters. Clinics. 2010 May;65(5):469-74.

7. Castro HAD, Cunha MFD, Mendonça GA, Junger WL, Cunha-Cruz J, Leon APD. Effect of air pollution on lung function in schoolchildren in Rio de Janeiro, Brazil. Rev Saúde Pública. 2009 Feb;43(1):26-34.

8. Levy CS, Silva RMM, Morano MTAP. O tabagismo e suas implicações pulmonares numa amostra da população em comunidade de Fortaleza–CE. Rev Bras Promoção Saúde. 2012;18(3):125-9.

9. Dias-Júnior SA, Pinto RC, Angelini R, Fernandes FLA, Cukier A, Stelmach R. Prevalência de tabagismo ativo e passivo em uma população de asmáticos. J Bras Pneumol. 2009 Mar;35(3):261-5.

10. Shimocomaqui GB, Xavier AS, Salomão AL, Ramos D, Ramos EMC. Aspectos funcionais observados em fumantes de um programa de intervenção antitabagismo. Rev Fisioter Universidade Estadual Paulista.

11. Zanoni CT, Rodrigues CMC, Mariano D, Suzan ABBM, Boaventura LC, Galvão F. Efeitos do treinamento muscular inspiratório em universitários tabagistas e não tabagistas. Fisioter Pesq. 2012;19(2):147-52.

12. Alexandre NMC, Coluci MZO. Validade de conteúdo nos processos de construção e adaptação de instrumentos de medidas. Ciênc Saúde Coletiva. 2011 Jul;16(7):3061-8.

13. Gouvêa FC. Análise da autoeficácia em atletas de modalidades individuais e coletivas. Rev Mackenzie Educ Física Esp. 2003;2(2):45-60.

14. Gianinis HH, Antunes BO, Passarelli RC, Souza HC, Gastaldi AC. Effects of dorsal and lateral decubitus on peak expiratory flow in healthy subjects. Braz J Phys Ther. 2013 Sep-Oct;17(5):435-41.

15. Burity EF, Pereira CADC, Rizzo JA, Sarinho ESC, Jones MH. Efeito da terminação precoce da expiração nos parâmetros espirométricos em crianças pré-escolares saudáveis. J Bras Pneumol. 2011 Jul-Ago;37(4):464-70.

16. Nikander K, Denyer J, Dodd M, Dyche T, Webb K, Weller P, et al. The adaptive aerosol delivery system in a telehealth setting: patient acceptance, performance and feasibility. J Aerosol Med Pulm Drug Deliv. 2010 Apr;23(Suppl 1):S21-7.

17. Dallosto APZ, Zanchetta L, Mortari DM, Rockenbach CWF, Leguisamo CP. Grau de dependência nicotínica e valores espirométricos em acadêmicos tabagistas. 1943. ConScientiae Saúde. 2009;8(4):587-92.

18. Davidson J, Batista RC, Salviano SAB. Efeitos cardiorrespiratórios imediatos do tabagismo. Pulmão RJ. 2009;18(3):144-7.

19. Souza PSD. Avaliação da capacidade cardiopulmonar, dependência nicotínica e educação em saúde em indivíduos cadastrados no programa de controle ao tabagismo em um município do sul de Santa Catarina: a prática do fisioterapeuta [Monografia]. Criciúma (SC): Universidade do Extremo Sul Catarinense; 2013.

5ddfcc430e88251a094ce1d5 assobrafir Articles
Links & Downloads

ASSOBRAFIR Ciência

Share this page
Page Sections