ASSOBRAFIR Ciência
https://assobrafirciencia.org/article/5ddfc9430e8825cc014ce1d5
ASSOBRAFIR Ciência
Artigo Original

Análise da pressão inspiratória com alto e baixo fluxos em resistor alinear

Analysis of inspiratory pressure with high and low flow in alinear resistor

Kelser de Souza Kock, Jaqueline Costa Calônico, Ângela Rochade Luiz, Yago Alves Arent, Itamar Fernandes

Downloads: 0
Views: 346

Resumo

trodução: O Treino Muscular Respiratório (TMR) pode ser realizado com resistores lineares e alineares para incremento da força respiratória ou através de hiperpneia para ganho de endurance ventilatória. O objetivo deste trabalho foi avaliar os níveis de pressão inspiratória nos diferentes orifícios de resistores alineares, analisando a carga com baixo e alto fluxos inspiratórios. Métodos: Pesquisa quantitativa, transversal, descritiva de levantamento. Foram avaliados acadêmicos do curso de fisioterapia da UNISUL, Campus Tubarão, SC, durante a execução do TMR, acoplando o dispositivo de treino de força ao manovacuômetro para monitoração da pressão inspiratória. Foram analisados os resultados de pressão inspiratória em baixo fluxo e alto fluxo em seis diferentes orifícios, com diâmetros de 2 mm, 3mm, 4mm, 5 mm, 6 mm e 7 mm. Resultados: Foram avaliados 20 indivíduos, sendo 8 homens e 12 mulheres com idade média de 28 ± 9 anos. Os valores médios obtidos de Pressão Inspiratória máxima (PImáx) e Pressão expiratória máxima (PEmáx) foram, respectivamente, de 92 ± 27cmH2 O e 100 ± 48 cmH2 O. As medidas de pressão inspiratória, durante a execução do TMR, com baixo e alto fluxos, apresentaram diferença estatística (p<0,05) em todos os resistores. Conclusão: Os resultados obtidos demonstram grande variabilidade da pressão inspiratória, quando o treino respiratório é executado com baixo e alto fluxos. Talvez esse aspecto tenha reduzido a utilização desta forma de treino muscular no meio clínico da fisioterapia.

Palavras-chave

Exercícios respiratórios; Músculos respiratórios; Terapia respiratória; Trabalho respiratório.

Abstract

Introduction: Introduction: The respiratory muscle training (RMT) can be performed with linear and nonlinear resistors to increase respiratory strength or through hyperpnea to gain respiratory endurance. The objective of this study was to evaluate the levels of inspiratory pressure in different nonlinear resistors orifices, analyzing the load with low and high inspiratory flow. Methods: Descriptive quantitative research, crosssectional survey. The undergraduate students of physiotherapy from UNISUL, Campus Tubarão, SC, were evaluated during the implementation of RMT. The strength training device was coupled to a manometer for monitoring inspiratory pressure. The results of the inspiratory pressure in low flow and high flow were analyzed in 6 different orifices with diameters of 2mm, 3mm, 4mm, 5mm, 6mm and 7mm. Results: Twenty individuals were evaluated, 8 men and 12 women, mean age of 28 ± 9 years. The average values obtained for the maximum inspiratory pressure (MIP) and maximum expiratory pressure (MEP) were respectively 92 ± 27cmH2 O and 100 ± 48 cmH2 O. The pressure measurements during RMT implementation with low and high flow differ significantly (p<0,05) in all resistors. Conclusion: The results show great variability of inspiratory pressure when the respiratory training is performed with low and high flow. Perhaps this point has reduced the use of this form of muscle training in physical therapy clinical setting.

Keywords

Breathing exercises; Respiratory muscles; Respiratory therapy; Work of breathing.

Referências

1. Parreira VF, França DC, Zampa CC, Fonseca MM, Tomich GM, Britto RR. Pressões respiratórias máximas: valores encontrados e preditos em indivíduos saudáveis. Rev Bras Fisioter. 2007 SetOut;11(5):361-8.

2. Souza RB. Pressões respiratórias estáticas máximas. J Pneumol. 2002 Out;28(Suppl 3):S155-S65.

3. Fonseca MA, Cader AS, Dantas EHM, Bacelar SC, da Silva EB, Leal SMO. Programas de treinamento muscular respiratório: impacto na autonomia funcional de idosos. Rev Assoc Med Bras. 2010;56(6):642-8.

4. Kunikoshita LN, Silva YP, Silva TLP, Costa D, Jamami M. Efeitos de três programas de fisioterapia respiratória (PFR) em portadores de DPOC. Rev bras Fisioter. 2006;10(4):449-55.

5. Costa D, Sampaio LMM, Lorenzzo VAP, Jamami M, Damaso AR. Avaliação da força muscular respiratória e amplitudes torácicas e abdominais após a RFR em indivíduos obesos. Rev Latino-Am. Enfermagem. 2003 Mar-Abr;11(2):156-60.

6. Lötters F, van Tol B, Kwakkel G, Gosselink R. Effects of controlled inspiratory muscle training in patients with COPD: a meta-analysis. Eur Respir J. 2002 Sep; 20(3): 570–6.

7. Machado MGR. Bases da fisioterapia respiratória terapia intensiva e reabilitação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2008.

8. Illi SK, Held U, Frank I, Spengler CM. Effect of respiratory muscle training on exercise performance in healthy individuals: a systematic review and meta-analysis. Sports Med. 2012 Aug 1;42(8):707-24

9. Verges S, Renggli AS, Notter DA, Spengler CM. Effects of different respiratory muscle training regimes on fatigue-related variables during volitional hyperpnoea. Respir Physiol Neurobiol. 2009 Dec 31;169(3):282-90.

10. Young HD, Freedman RA. Sears e Zemansky Física II: Termodinâmica e Ondas. São Paulo: Pearson Addison Wesley; 2004.

11. McConnell AK, Romer LM, Weiner P. Inspiratory muscle training in obstructive lung disease: how to implement and what to expect. Breathe. 2005;2(1):39-49.

12. Madariaga VB, Iturri JBG, Manterola AG, Buey JC, Sebastián NT, Peña VS. Comparison of 2 Methods for Inspiratory Muscle Training in Patients With Chronic Obstructive Pulmonary Disease. Arch Bronconeumol. 2007 Aug;43(8):431-8.

13. Smith K, Cook D, Guyatt GH, Madhavan J, Oxman AD. Respiratory muscle training in chronic airflow limitation: a metanalysis. Am Rev Respir Dis. 1992 Mar;145(3): 533-9.

14. Forgiarini Junior LA, Rubleski A, Garcia D, Tieppo J, Vercelino R, Dal Bosco A et al. Avaliação da força muscular respiratória e da função pulmonar em pacientes com insuficiência cardíaca. Arq Bras Cardiol. 2007 Jul;89(1):32-6.

15. Plentz RDM, Sbruzzi G, Ribeiro RA, Ferreira JB, Dal Lago P. Treinamento muscular inspiratório em pacientes com insuficiência cardíaca: metanálise de estudos randomizados. Arq Bras Cardiol. 2012 Ago;99(2):762-71.

16. Lin SJ, McElfresh J, Hall B, Bloom R, Farrell K. Inspiratory muscle training in patients with heart failure: a systematic review. Cardiopulm Phys Ther J. 2012 Sep;23(3):29-36.

17. Bezerra PP, Borges APO, Brunherotti MAA. Treino muscular respiratório em pacientes com distrofia muscular de Duchenne. Rev Neurocienc. 2010;18(4):491-7.

18. Budin RH, Rodrigues T, Rossi LB, Toneloto MGC, Baciuk EP. Inspirômetro de incentivo alinear vs linear como recurso para obtenção de força muscular respiratória no pós-operatório de cirurgia abdominal alta. Rev Intellectus. 2013;25:198-214.

19. Galvão F. Avaliação dos efeitos do treinamento muscular inspiratório em pacientes com fibrose cística através do uso do threshold IMT [dissertação]. Campinas (SP): Universidade Estadual de Campinas; 2006.

20. Silva VG, Amaral, Monteiro MB, Nascimento DM, Boschetti JR. Efeitos do treinamento muscular inspiratório nos pacientes em hemodiálise. J Bras Nefrol. 2011 Jan-Mar;33(1),62-8.

21. HajGhanbari B, Yamabayashi C, Buna TR, Coelho JD, Freedman KD, Morton TA et al. Effects of respiratory muscle training on performance in athletes: a systematic review with meta-analyses. J Strength Cond Res. 2013 Jun;27(6):1643-63.

22. Caine MP, McConnell AK. Development and evaluation of a pressure threshold inspiratory muscle trainer for use in the context of sports performance. Sports Eng. 2000;3: 149-59.

5ddfc9430e8825cc014ce1d5 assobrafir Articles
Links & Downloads

ASSOBRAFIR Ciência

Share this page
Page Sections